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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Leonardo da Vinci



Leonardo di Ser Piero da Vinci – ou simplesmente Leonardo da Vinci – foi um polímata (pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área) nascido no dia 15 de abril de 1452 em Anchiano, vilarejo da comuna de Vinci, na província de Florença, da atual Itália; e morreu aos 67 anos, em 2 de maio de 1519, em Cloux, na França.
Nascido como filho ilegítimo de um tabelião (Piero da Vinci) e de uma camponesa (Caterina Lippi) foi educado por sua avó paterna, já que sua mãe entregou a sua guarda ao pai quando Leonardo tinha 5 anos de idade.
Vale destacar que "Da Vinci" não é sobrenome! Usa-se essa denominação em razão de "Vinci" ser o nome do vilarejo onde ele nasceu, ou seja, é como se fosse "Leonardo da Vila de Vinci".

Foi uma das figuras mais importantes do Renascimento, destacando-se como engenheiro, matemático, anatomista, pintor e cientista, também tendo reconhecimento como escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É considerado como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido.

Ele não era reconhecido em seu tempo como pintor. Era então considerado como arquiteto – e até como aquilo a que hoje em dia se chamaria técnico de efeitos especiais. 
Ele gostava de pensar em si mesmo como sendo um engenheiro ou arquiteto – atividades que desenvolveu com paixão – mas o seu primeiro trabalho foi como produtor teatral, onde aprendeu sobre perspectiva para organizar objetos e panos de fundo no palco. 
O trabalho em teatro levou da Vinci a desenvolver engenhos mecânicos, como máquinas com o intuito de simular descidas de anjos, trazendo-o para a arte e para a engenharia.

Duas de suas obras – a Mona Lisa e A Última Ceia – estão entre as pinturas mais famosas de todos os tempos.
Cerca de 15 de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje. O número pequeno se deve às suas experiências constantes – e frequentemente fracassadas – com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações – que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura – formam uma grande contribuição à arte e ciências.

Fontes de referência:

Wikipédia
Leonardo da Vinci


Nat Geo
O que faz de Leonardo da Vinci um gênio? 


Curiosidades sobre Leonardo da Vinci

• Escrevia ao contrário
As centenas de páginas de cadernos pertencentes a Leonardo que sobreviveram ao tempo revelam o hábito de escrever ao contrário (da direita para a esquerda) de modo que sua caligrafia só fosse legível se a página fosse vista de um espelho. 
Apesar da suspeita de que ele estava tentando esconder algo, acredita-se que, pelo fato de ser canhoto, usou esta forma de escrita para evitar manchar suas anotações.

• Não terminou a Mona Lisa
Ele não tinha pressa em terminar projetos. Muitas pinturas e outras obras foram abandonadas ou consideradas incompletas, incluindo um de seus projetos mais famosos, a Mona Lisa.
Quando morreu, em 1519, a pintura (entre outras) parece ter sido terminada por seu assistente e amigo próximo, o italiano Gian Giacomo Caprotti da Oreno (1480 - 1524), mais conhecido como Andrea Salai. 

• Uma acusação de sodomia o levou a sumir por 2 anos
Em abril de 1476, Leonardo e outros dois jovens foram acusados do crime de sodomia (relação sexual anal entre um homem e outro) com o prostituto Jacopo Saltarelli, de 17 anos.
Os três foram presos e libertados dois meses depois, por falta de provas. Leonardo então "desapareceu" por dois anos e ressurgiu ao ser contratado para a pintura de uma capela em Florença, em 1478.
Leonardo era homossexual e celibatário (nunca se casou).

• Dissecava cadáveres
Para Leonardo, não havia barreira entre a ciência e a arte. Seus estudos da anatomia o ajudavam na sua arte. Na década de 1480, seu interesse em replicar os tendões e a musculatura do corpo levou-o a realizar numerosas dissecações de cadáveres de humanos e animais. Acredita-se que suas representações do coração, sistema vascular, órgãos genitais e outros componentes são algumas das primeiras ilustrações de seu tipo registradas.

• Foi um músico habilidoso
Ele cantava e tocava lira e flauta em reuniões da nobreza e nos palácios de seus patronos.
Seus manuscritos sobreviventes contêm algumas de suas composições musicais. O artista costumava ouvir música enquanto pintava. 

• Era um defensor dos animais
Ele costumava comprar animais aprisionados no mercado apenas para libertá-los.

• Foi deserdado
Quando seu pai morreu, seus irmãos mais novos conseguiram deserdá-lo (excluir do direito de herança ou sucessão) pelo fato de ser bastardo (concebido fora do casamento).
Leonardo herdou, anos depois, as posses de um tio. Em seu testamento, Da Vinci deixou seus bens para os irmãos que o haviam deserdado.

• Possibilidade de Transtorno de Déficit de Atenção
Há evidências históricas – incluindo relatos de contemporâneos de Leonardo – que levam à hipótese de que os problemas com dificuldade em conclusão de projetos e procrastinação poderiam ser atribuídos ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). 
Claro que ele talvez apenas tivesse interesses e ideias demais para uma cabeça só.

Fontes de referência:

Art Ref
15 fatos sobre Leonardo da Vinci que você talvez não saiba 


Super Interessante
Leonardo a Vinci: o maior procrastinador da história

sábado, 21 de março de 2020

Ayrton Senna

Ayrton Senna - Gênio no automobilismo

21 de março de 2020 seria o 60º aniversário de Ayrton Senna da Silva! A Infopédia define como ídolo, em seu sentido figurado: "pessoa a quem se tributa grande veneração; pessoa que se considera um modelo a seguir".
Não é do meu feitio ter ídolos, mas o Ayrton é uma pessoa que eu valorizo desde a minha juventude até o presente momento, quando faço esta publicação no blog como homenagem à vida, ao legado e à memória desta admirável pessoa, que tinha a capacidade de me fazer ter orgulho em ser brasileiro.
Mesmo atuando num esporte tão elitista como a Fórmula 1, Ayrton tinha um jeito particular de repartir suas conquistas com os simples e anônimos, fosse nos estímulos à dedicação em buscar a excelência no que se faz sem abrir mão da ética, na humildade e perseverança em busca de resultados, na empatia com as pessoas e na integridade e honestidade que guiavam sua vida privada e profissional.
Não que ele fosse perfeito ou santinho mas, descontadas suas falhas, em minha opinião sobra saldo positivo para lembrar dele como referência de sucesso. Mais do que uma celebridade, Ayrton Senna é uma pessoa celebrável!

Ayrton Senna - Kart (1981)
Em 1994, Ruben Alves escreveu uma bela crônica intitulada "Senna, ou A morte dos heróis". Transcrevo um trecho:
"Cada herói está na liça – e o seu desafiante é a Morte. Enganam-se os que pensam que Senna competia contra os outros. Os outros também desejavam ser heróis, todos saíam juntos, em procissão, como se numa liturgia, a desafiar a Morte. Como o toureiro solitário, frente a frente com o touro, cada vez mais perto, desafiando-o ao golpe fatal.
Para isso os carros devem ser cada vez mais velozes: para que se sinta cada vez mais próximo o calafrio da Morte. Cada carro de Fórmula 1 é um altar possível onde um herói será sacrificado em homenagem a um deus. A velocidade é o punhal sacrificial.
Assim era o Ayrton: parecia não ter medo, parecia rir-se dela, e saía sempre vitorioso, com aquela cara de menino. Ele parecia não levar a sério que os heróis não são deuses: são de carne e osso, como todos os demais. E a Morte não tem pressa: ela dá sempre o último golpe.
Por isso ficamos tristes. A morte do Ayrton foi uma bela saga de herói que terminou... [...] No nosso mundo não existe mais lugar para os heróis solitários. As máquinas, as instituições, as organizações, os partidos – tudo é grande demais. Ali os indivíduos desaparecem. Ficam sem rosto. São substituíveis. [...]
O herói é o símbolo do nosso eterno desejo de sermos belos, puros e valentes. Que todos nos vejam! Que os homens nos admirem! Que as mulheres nos amem! Morto o herói, apaga-se o sonho e mergulhamos de novo no anonimato da multidão..."

Ayrton Senna - Mito na Fórmula 1

sábado, 27 de julho de 2019

Albergues e Hostels

A história dos Albergues da Juventude e dos Hostels

História dos Albergues da Juventude
Imagem: http://www.albergues.com.br/sitenovo/hosteling_100_anos.php 

Um hostel (albergue) é um tipo de acomodação que se caracteriza pelos preços convidativos e pela socialização dos hóspedes, onde se pode arrendar uma cama ou beliche num dormitório coletivo, com banheiros partilhados, lavanderia e por vezes cozinha. Pode haver quartos privados, para casal, família ou coletivos, divididos por sexo ou mistos. Os hostels geralmente têm preços baixos e muitos deles têm residentes que trocam acomodação gratuita por trabalho temporário como recepcionista ou outra função.


Dormitório de Hostel em Taiwan

As origens do Movimento Alberguista e do Movimento Hostel

O professor alemão Richard Schirrmann (Nascido em 15 de maio de 1874 em Grunenfeld, na Prússia Oriental), foi o fundador do Movimento Alberguista, que daria origem ao Movimento Hostel. Como professor ele acreditava na aprendizagem por observação e experimentação diretas, por isso levava suas turmas a excursões e caminhadas. As caminhadas poderiam durar vários dias, ocasiões em que Schirrmann e seus alunos buscavam alojamento em instalações agrícolas com celeiros e galpões, situadas ao longo dos caminhos, para seus pernoites.

Em uma dessas excursões, em 26 de agosto de 1909, o grupo foi apanhado por uma tempestade. Não sendo aconselhável prosseguir até a área rural onde pretendiam dormir, eles encontraram abrigo em uma escola na cidade alemã de Bröl, cujo diretor os deixou utilizar uma sala de aula. Um agricultor deu-lhes alguma palha para dormir e leite para a sua refeição da noite.
A tempestade seguiu por toda a noite. Enquanto os rapazes dormiam, Schirrmann ficou acordado, empolgado com a ideia de que "As escolas na Alemanha poderiam muito bem ser usadas para fornecer alojamento durante os feriados. Aldeias poderiam ter um albergue da juventude aconchegante, situado a um dia de caminhada uns dos outros, para acolher jovens viajantes". Ele experimentava pela primeira vez uma hospedagem urbana com seus alunos.

Naquela noite de tempestade foi idealizado o Movimento Mundial de Albergues da Juventude. Em 1910, Schirrmann escreveu um ensaio onde definiu suas ideias para os "Volksschülerherbergen" ("Albergues para alunos das escolas públicas estaduais" em alemão).
Duas salas de aula seriam suficientes, uma para meninos e uma para meninas. Algumas mesas poderiam ser empilhadas liberando espaço para colocar aproximadamente 15 camas por sala. Cada cama seria composta por um saco recheado de palha e travesseiro, dois lençóis e um cobertor. Cada jovem seria orientado para manter a sua cama limpa e arrumada.

Em 1912 foi aberto o primeiro Albergue da Juventude, no antigo castelo na cidade de Altena, na Alemanha, que funciona até os dias atuais. O castelo foi restaurado e equipado de acordo os projetos de Schirrmann, com dois dormitórios com triliches de madeira maciça, uma cozinha, lavabos e banheiros.

Castelo de Altena - Primeiro Albergue da Juventude

A participação de Richard Schirrmann na Primeira Guerra Mundial

Em 1914, Richard Schirrmann se voluntariou para o exército alemão e serviu num regimento posicionado em Bernhardstein, – uma das montanhas dos Vosges (Nordeste da França) – escrevendo um relato sobre uma trégua na noite de natal de 1915: "Quando os sinos de Natal soaram nas aldeias do Vosges, atrás das linhas, aconteceu uma coisa nada militar! As tropas alemãs e francesas cessaram espontaneamente as hostilidades; eles se visitaram uns aos outros através de túneis de trincheiras em desuso, trocaram vinho, conhaque, cigarros, pão-preto da Vestefália, biscoitos e presunto. Isto lhes convinha tão bem que eles permaneceram amigos mesmo depois do Natal".
Após aquela noite, a disciplina militar logo foi restaurada pelos comandantes e os homens retornaram para suas tropas. Dessa breve convivência, Schirrmann, que antes da guerra já atuava com o conceito de confraternização através dá convivência de pessoas das diferentes regiões alemãs, ampliou suas perspectivas de intercâmbio cultural e concluiu que "os jovens de todos os países poderiam se reunir em lugares adequados onde pudessem ficar e conhecer uns aos outros", preparando a base ideológica do que seria a futura rede de albergues em nível internacional, e não mais apenas dentro da Alemanha.
Em 1915, Schirrmann foi condecorado com a Cruz de Mérito por sua atuação pela linha de frente e foi promovido a sargento.

Richard Schirrmann - Fundador dos Albergues da Juventude

Os Albergues da Juventude e os Hostels

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Schirrmann fundou em 1919 a Associação Alemã dos Albergues da Juventude e em 1922 se aposentou de seu trabalho como professor para se dedicar integralmente ao movimento de albergados até 1936, quando o governo nazista obrigou-o a renunciar da presidência da então Associação Internacional da Juventude Hostelling, para que este cargo fosse ocupado por um membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista). Após a Segunda Guerra Mundial trabalhou até sua morte, em 14 de dezembro de 1961, na reconstrução desta associação, que se tornou a origem da atual Hostelling International, maior rede de hospedagem do mundo.

O Movimento Alberguista cresceu rapidamente. Em 1913, já havia 83 albergues da juventude na Alemanha e 21 mil pernoites foram registrados. Em 1921 o número de pernoites já tinha atingido 500 mil.
No verão de 1931, os Albergues da Juventude haviam se espalhado pela Europa em 12 associações, operando um total de 2.600 hospedarias, mas havia pouco contato entre as associações. Isso mudou em 20 de outubro de 1932, quando foi realizada a Primeira Conferência Internacional dos Albergues da Juventude num hotel em Amsterdam, capital da Holanda. Estiveram presentes representantes de 11 associações alberguistas: Alemanha, Holanda, Bélgica, Polônia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Tchecoslováquia, Inglaterra e País de Gales, Irlanda e França. A conferência marcou o surgimento da Federação Internacional de Albergues da Juventude, organização hoje conhecida como a Hostelling International.

Já consolidado na Europa, o Movimento Alberguista chegou aos Estados Unidos em 1934. Em 1938, o Canadá também passou a fazer parte da rede de Albergues da Juventude.
A Argentina (1956) e o Uruguai (1958) foram os primeiros países sul-americanos a fazer parte do movimento. Ambos trabalharam pela expansão da rede na América Latina e motivaram o ingresso na rede de Chile, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Costa Rica, El Salvador e Brasil.
Os Albergues da Juventude no Brasil

A ideia dos Albergues da Juventude foi articulada ao Brasil em 1961, através do professor carioca Joaquim Trotta e sua esposa Ione Trotta, que se hospedaram num albergue na França, em 1956. Da fase de organização ao início da prática foram aproximadamente 4 anos e em 1965 foi inaugurado o primeiro albergue brasileiro no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro, que recebeu o nome de "Residência Ramos". Este albergue permaneceu aberto até 1973.
Neste período, funcionavam no estado de São Paulo dois albergues, um na Capital e outro em Campos do Jordão, que foram fechados pelo governo militar sob a alegação de reunir jovens universitários potencialmente subversivos.

Em 1971, foi fundada a Federação Brasileira de Albergues da Juventude (FBAJ), com sede no Rio de Janeiro, e em 1984 a Associação Paulista de Albergues da Juventude (APAJ), que recebeu apoio significativo, inclusive com a doação de quatro imóveis – um em Campos do Jordão, um em Pindamonhangaba (ambos usados anteriormente por funcionários da Estrada de Ferro Campos do Jordão), um imóvel em Ubatuba e uma casa no Parque Estadual do Jaraguá, que foi habitada pelo bandeirante Afonso Sardinha.
No início de 1986, João Dória Júnior assumiu a presidência da Embratur e incentivou o trabalho dos Hostels, tornando-os conhecidos no Brasil.

O Brasil possui hoje aproximadamente 80 hostels credenciados pela Federação Brasileira de Albergues da Juventude, que estabelece metas e diretrizes de desenvolvimento para suas afiliadas e mantém contato com as demais federações do mundo.

Área comum de um Albergue da Juventude em Lisboa (Portugal)

Hostels: da simplicidade à sofisticação

No início da década de 1990 houve uma ampliação e melhoria dos albergues no mundo e estes se tornaram reconhecidos como interessantes alternativas para hospedagem pelas diversas classes sociais, não apenas os pobres ou descolados.
Muitos dos atuais albergues e hostels oferecem um considerável nível de conforto e variedade de serviços, como cafés e salas com equipamentos esportivos ou computadores, assemelhando-se mais a hotéis do que com repúblicas estudantis.

Os mochileiros da atualidade movimentam mais de 1,4 bilhão de dólares por ano. O dinheiro dos hostels mais lucrativos ajuda a manter os localizados em locais remotos, menos rentáveis, possibilitando assim que a rede de hospedagens se mantenha o mais ampla possível.
A Hostelling International se transformou na maior rede de hospedagem do mundo, com aproximadamente 4.500 unidades em cerca de 70 países e cerca de 3,7 milhões de membros atualmente. Não é obrigatório ser jovem ou estudante para se filiar: a carteirinha pode ser feita em qualquer albergue da federação – e quem é membro paga mais barato.

Se Richard Schirrmann desejava que a facilidade de hospedagem possibilitasse uma melhor vivência através da diversidade na convivência, seu objetivo foi alcançado!

Salão de jantar em Albergue da Juventude
Hamburgo-Altona, na Alemanha (1990)

Fontes de consulta:

Associação Paulista de Albergues da Juventude
História dos Hostels

Hostelling International Brasil
Movimento Alberguista comemora 105 anos de história

Wikipédia
Richard Schirrmann
( Em inglês – Usar tradutor )

Wikipédia
Albergue da Juventude

Wikipédia
Albergue

Albergues de A a Z
A história dos albergues

DW
Albergues da Juventude: a história em fotos
( Em inglês – Usar tradutor )

Eupedia.Com
Castelo de Altena
( Em inglês – Usar tradutor )

Hostelling International – Site oficial
( Em inglês – Usar tradutor )

Canal oficial do Hostelling International no YouTube

sábado, 8 de dezembro de 2018

Luto na Luta


Morreu em 22 de novembro de 2018, aos 45 anos, Paulo Henrique do Nascimento, fundador e presidente da ONG Amigos do Trem, sediada em Juiz de Fora (MG). Paulo era juiz-forano e lutava contra um câncer no pulmão há quatro anos; mesmo assim quem o via não percebia sinais de abatimento ou ouvia queixas. Empolgação e força eram características dele, e as manteve com dignidade até o fim.
Sob sua liderança, os Amigos do Trem expandiram seu trabalho ferroviarista a outros estados, como Rio de Janeiro e Pernambuco, numa constante atividade em prol do transporte ferroviário de passageiros, não só para passeios turísticos, mas também como meio cotidiano de locomoção. 
Ao longo dos anos comprou briga com políticos e empresários nos estados aonde tentou conseguir concessão para horários e linhas usadas exclusivamente para transporte de carga, atividade mais rentável para as empresas concessionárias que administram as ferrovias privatizadas. Citava com satisfação e justo orgulho suas poucas vitórias em meio a tantas derrotas na militância ferroviarista, enfrentando lobbys e setores jurídicos empresariais. 

Às próprias custas, Paulo viajou pelo Brasil com a finalidade de resgatar o transporte ferroviário. Em dezembro de 2008, participou de um protesto pacífico em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Se acorrentou a um poste e fez greve de fome com um grupo de ferroviários contra a assinatura da Medida Provisória que extinguia a Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Por sua incansável e louvável luta em prol das ferrovias brasileiras, recebeu em 2015, pela Associação de Engenheiros Ferroviários (AENFER), a Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin.

Após muito trabalho, sensibilizou a Prefeitura de Miguel Pereira (RJ) com a inauguração do Trem Serra Azul. Conseguiu apoio para, juntamente com outros abnegados ferroviários aposentados, restaurar duas automotrizes, três carros de passageiros e um carro restaurante do saudoso Trem Santa Cruz para serem usados no projeto de implantação do Trem Turístico Rio-Minas, que pretende passar nas localidades de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador (em MG) e Sapucaia e Três Rios (no RJ).

Deixo aqui minha homenagem a este exemplo de cidadão e amante das ferrovias.



A ONG Movimento Nacional dos Amigos do Trem foi fundada na cidade de Juiz de Fora em 05 de junho de 2001, e qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) em 09 de janeiro de 2004. Tem como objetivos: defender o patrimônio histórico público das ferrovias nacionais e incentivar a modernização ferroviária, promovendo a cultura, o turismo e o desenvolvimento sustentável.
Possui segmentos em Minas Gerias e no Brasil, com a cooperação de pessoas que incentivam o transporte ferroviário de passageiros como mecanismo de desenvolvimento social e econômico.
Ao longo do tempo apoiou a guarda e catalogação do material pertencente à Rede Ferroviária Federal existente nas cidades de Juiz de Fora e Santos Dumont (em MG), estabelecendo parcerias com estas prefeituras. Também desenvolve projetos com as prefeituras de Miguel Pereira e Paraíba do Sul (no RJ) e mantém vínculo com ferroviaristas em Pernambuco, avaliando a viabilidade de implantação de trens turísticos no estado.

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Significado de "Lobby":
Termo comumente utilizado para designar um grupo de pessoas físicas ou jurídicas que se organizam em torno de um objetivo em comum e tentam interferir nas decisões do poder executivo e legislativo para que estas coincidam com os seus interesses.
(  Fonte: https://www.significados.com.br/lobby )

Fontes de referência:

Tribuna de Minas
Morre Paulo Henrique do Nascimento, idealizador do projeto Trem Turístico Rio-Minas
https://www.ovigilanteonline.com/morre-paulo-henrique-do-nascimento-ong-amigos-do-trem 

OSCIP Amigos do Trem
http://www.amigosdotrem.org 

Facebook : ONG Amigos do Trem
https://www.facebook.com/ONGAmigosdoTrem  

Vídeos:

Oscip/ONG Amigos do Trem: Projeto do Trem Rio-Minas
(8:55)

Bate-papo especial com Paulo Henrique - OSCIP Amigos do Trem

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Descartáveis


Dispensando pessoas


detestáveis pessoas
tornam as 
pessoas descartáveis

!

pessoas descartáveis
levam a 
desagradáveis pessoas

?

por
imaturidade
leviandade
deslealdade
intolerância
conveniência

sem
noção
compaixão
arrependimento
reflexão
gratidão

?! Pessoas descartáveis ?!

detestáveis ~ pessoas ~ descartáveis