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sexta-feira, 15 de março de 2013

Hino Nacional Brasileiro

O Hino Nacional do Brasil

Imagem: colegiovillalobos-ba.com.br

13 de abril - Dia do Hino Nacional Brasileiro

No dia 13 de abril é comemorado o Dia do Hino Nacional Brasileiro, um dos quatro símbolos oficiais do Brasil, conforme estabelece o parágrafo 1º do artigo 13 da Constituição do Brasil. Os outros símbolos da República são a bandeira nacional, as armas nacionais e o selo nacional. 

Este deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado também em cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.
A partir de 22 de setembro de 2009 o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório nas escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.
Existem regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. A lei nº 5.700/71 determina que a “postura correta” da pessoa durante a execução do Hino Nacional deve ser respeitosa, em pé e em silêncio. A cabeça deve estar descoberta, portanto caso haja alguém usando chapéu, boné, ou qualquer outro tipo de cobertura, deve retirar durante a execução do hino.

História do Hino Nacional do Brasil

A letra do hino nacional do Brasil foi escrita pelo poeta e crítico literário Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927) e a música é do compositor da Imperial Câmara, Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1º de setembro de 1971, através da lei nº 5700.
A música do Hino Nacional do Brasil foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, para comemorar a independência do país. Essa música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes e recebeu duas letras. A primeira letra foi produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono e a segunda na época da coroação de Dom Pedro II. Ambas versões caíram no esquecimento. Após a Proclamação da República em 1889, foi realizado um concurso para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio marechal Deodoro da Fonseca. Esta composição ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") seria oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil, e a música de Francisco Manuel da Silva continuou como hino oficial.
Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, que foi oficializado por Decreto do então Presidente Epitácio Pessoa em 1922 e que permanece até hoje.

Imagem: mundodastribos.com

Letra e significado do Hino Nacional Brasileiro

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
de um povo heróico o brado retumbante,
e o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
brilhou no céu da pátria nesse
instante.
Se o penhor dessa igualdade
conseguimos conquistar com braço forte,
em teu seio, ó liberdade,
desafia o nosso peito a própria morte!

Ó pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança à terra desce,
se em teu formoso céu, risonho e límpido,
a imagem do cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
és belo, és forte, impávido colosso,
e o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
entre outras mil,
és tu, Brasil,
ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada,
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras, ó Brasil, florão da América,
iluminado ao sol do novo mundo!
Do que a terra mais garrida,
teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
nossos bosques tem mais vida,
nossa vida no teu seio mais amores.

Ó pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!.

Brasil, de amor eterno seja símbolo
o lábaro que ostentas estrelado,
e diga o verde-louro dessa flâmula
- paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
verás que um filho teu não foge à luta,
nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
entre outras mil,
és tu, Brasil,
ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada,
Brasil!

Vocabulário (Glossário)

- Plácidas: calmas, tranquilas.
- Ipiranga: rio onde foi proclamada a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.
- Brado: grito.
- Retumbante: som que se espalha com barulho, que causa eco.
- Fúlgido: que brilha, cintilante.
- Penhor: garantia.
- Idolatrada: cultuada, amada.
- Vívido: intenso.
- Formoso: lindo, belo.
- Límpido: puro, que não está poluído.
- Cruzeiro: constelação de cinco estrelas do Cruzeiro do Sul.
- Resplandece: que brilha, iluminada.
- Impávido: corajoso ou tranquilo, dependendo do contexto da frase.
- Colosso: gigante, grande.
- Espelha: reflete, mostra.
- Fulguras: brilhar, aparecer com importância.
- Florão: flor de ouro.
- Garrida: enfeitada com flores, o que chama a atenção pela beleza.
- Idolatrada: amada acima de tudo.
- Lábaro: bandeira.
- Ostentas: mostrar com orgulho.
- Flâmula: bandeira.
- Clava: arma primitiva de guerra, tacape.

13 de abril - Dia do Hino Nacional Brasileiro
Imagem: mundodastribos.com

Curiosidades sobre o Hino Nacional Brasileiro

Comemoração com gritos durante a execução do hino é proibida. Contudo, a exemplo de aplauso, qualquer outra manifestação posterior à execução do Hino Nacional deve ser moderada e respeitosa. 
Gritos entusiasmados, dependendo do ambiente, podem ser interpretados como atitude desrespeitosa, sendo desaconselhável.
A questão se é permitido ou não aplausos após a execução do Hino Nacional é controvertida e gera confusão. Isso ocorre por desinformação e pela má interpretação do parágrafo único do artigo 30 da lei nº. 5.700/71, que afirma que “é vedada qualquer outra forma de saudação [...] durante a execução do hino nacional”. Alguns interpretam que isto se estenda após a execução, outros entendem que aplaudir após o hino expressa o respeito mútuo entre os participantes e é uma homenagem coletiva de amor à pátria.

Além de permanecer em pé e silêncio, a mão direita sobre o lado esquerdo do peito (sobre o coração) durante a execução do hino foi uma forma de demonstração do sentimento patriótico comum em escolas públicas na década de 1970.

A parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da versão oficial do hino. Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba (SP), que foi presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880, e apresenta os seguintes versos:

"Espera o Brasil
que todos cumprai
com o vosso dever.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante! Gravai com buril
Nos pátrios anais
Do vosso poder.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante! Servi o Brasil
Sem esmorecer,
Com ânimo audaz
Cumpri o dever,
Na guerra e na paz,
À sombra da lei,
À brisa gentil
O lábaro erguei
Do belo Brasil.
Eia sus, oh sus!"


A palavra "sus" em latim significa "de baixo para cima", sendo portanto uma expressão de motivação no sentido de “erga-se!, ânimo!, em frente!".

O atual Hino da Independência do Brasil já foi o Hino Nacional do Brasil

Em 16 de agosto de 1822 o artista, político e livreiro Evaristo Ferreira da Veiga (1799-1837) escreveu os versos do “Hino Constitucional Brasiliense”. Os versos foram musicados pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830). 
Após a proclamação da independência, D. Pedro I decidiu compor uma nova melodia para a letra de Evaristo da Veiga. A melodia do imperador substituiu o arranjo de Marcos Portugal a partir de 1824, sendo tocada pelo menos até 1831. O feito de D. Pedro I ganhou tanto destaque que durantes alguns anos ele foi considerado o autor da letra e da música do hino, que inicialmente foi adotado como o Hino Nacional do Brasil.

Com a crescente perda de popularidade de D. Pedro I que culminou com sua abdicação do trono brasileiro em 7 de abril de 1831, o hino, fortemente associado à sua figura, passou a ser desprestigiado, sendo sua melodia substituída pela do atual Hino Nacional, já existente desde 1822.

Em 1922, na comemoração do centenário da independência, o hino voltou a ser executado, mas com a melodia original criada pelo maestro Marcos Portugal. Na década de 1930, graças à ação do ministro Gustavo Capanema (1900-1985) e contando com a ajuda do maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), o Hino da Independência foi oficializado com a melodia composta por D. Pedro I acompanhando e letra de Evaristo da Veiga.

Óleo sobre tela "Hino da Independência" - Augusto Bracet (1922)
Museu Histórico Nacional - Rio de Janeiro
Imagem: pt.wikipedia.org

Se quiser saber mais sobre a independência do Brasil, acesse o link abaixo:

Se quiser saber mais sobre a proclamação da República no Brasil, acesse o link abaixo:

Vídeos:

Hino Nacional (com legenda)
( 3:29 )

Considero muito bonita a melodia do Hino Nacional, e acredito que quando uma música é bem feita versões diferentes dela só fazem confirmar e acrescentar sua qualidade.         
Sem querer ser desrespeitoso, escolhi algumas variações que considerei interessantes.

Hino Nacional Brasileiro ( Ritmos regionais )
( 3:12 )

Hino Nacional Brasileiro ( Versão rock’n’roll )
( 2:01 )

Hino Nacional Brasileiro ( Versão forró )
( 2:10 )

Hino Nacional Brasileiro ( Guitarra baiana de 5 cordas )
( 2:26 )

Hino Nacional Brasileiro ( Sax e teclado )
( 2:04 )

Fontes:

Sua Pesquisa
Hino Nacional Brasileiro

Wikipédia
Hino Nacional Brasileiro

Só História
Hino Nacional Brasileiro

Blog Simplificando Política
Curiosidades sobre o Hino Nacional

Patriotismo.org.br
Hino: Qual a postura correta, mãos, aplausos, etc

Mundo das Tribos
13 de abril: Dia do Hino Nacional Brasileiro

Wikipédia
Osório Duque Estrada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%B3rio_Duque-Estrada  

Wikipédia
Francisco Manuel da Silva
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Manuel_da_Silva  

Wikipédia
Evaristo da Veiga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Evaristo_da_Veiga 

Brasil Escola
Hino da Independência
http://www.brasilescola.com/historiab/hinodaindependencia.htm  

Para pensar:

Autor: Ivan Cabral
Imagem: ivancabral.com

Autor: Ivan Cabral
Imagem: blogdamarlizinha.blogspot.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Descobrimento do Brasil

A verdadeira descoberta do Brasil

Rota de Portugal para a Índia (linha) e o retorno (tracejado)
Imagem: smartkids.com.br

Como aconteceu o descobrimento do Brasil

Para aproveitar o sucesso da viagem em que Vasco da Gama havia estabelecido um caminho marítimo de Portugal para a Índia, evitando o Mar Mediterrâneo então sob domínio das nações italianas e dos mouros, o rei português Dom Manuel I se apressou em aparelhar uma nova frota para a Índia. Uma vez que a pequena frota com 4 embarcações de Vasco da Gama teve dificuldades de impor o interesses comerciais portugueses na Ásia, a próxima expedição marítima seria a maior até então constituída.
Em 9 de março de 1500, partiu de Lisboa para Índia uma frota composta por 13 navios e aproximadamente 1500 homens, com o objetivo de estabelecer contatos diplomáticos, realizar  acordos comerciais e trazer um grande carregamento de especiarias. Estima-se que esta armada levasse mantimentos para dezoito meses e a empreitada foi liderada pelo experimente navegador Pedro Álvares Cabral, contando com a presença do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira, entre outros experientes comandantes e navegadores.
Depois da partida os navios se afastaram da costa africana, contrariando a tradicional rota de navegação daquele continente para a chegada à Índia. Nos registros dessa viagem não há menção a nenhum tipo dificuldade ou imprevisto que justificasse a mudança de trajetória. No dia 22 de março de 1500 os navegadores passaram pela Ilha de Cabo Verde e, logo depois, rumaram para o oeste. Esta atitude nunca teve uma explicação clara.
Após um mês de viagem e aproximadamente 3600 quilômetros percorridos, no dia 22 de abril de 1500 os tripulantes tiveram um primeiro contato visual com um elevado que ganhou o nome de Monte Pascoal (pois se encontravam no oitavo dia da páscoa cristã). Nos relatos de Pero Vaz de Caminha, integrante da viagem e responsável por seu registro, não existe nenhuma menção sobre um possível encantamento ou surpresa com a “novidade” da descoberta.
  
Óleo sobre tela "Desembarque de Cabral em Porto Seguro" - Oscar Pereira da Silva (1904)
Acervo do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro
Imagem: brasil.gov.br

Os navios portugueses primeiramente aportaram na região onde hoje se localiza o município baiano de Santa Cruz Cabrália e enviaram um tradutor judeu chamado Gaspar Gama em um grupo comandado pelo capitão Nicolau Coelho para entrar em contato com os nativos. Depois de um primeiro contato amigável com os habitantes, os portugueses decidiram aportar em uma região mais segura e navegaram para a atual região de Porto Seguro. Neste local organizaram na atual Praia da Coroa Vermelha uma missa em 26 de abril de 1500 (domingo de Páscoa) dirigida pelo Frei Henrique de Coimbra, oficializando a descoberta das novas terras.
No dia 2 de maio de 1500, Cabral envia para Portugal um navio comandado por Gaspar de Lemos portando o relato de Pero Vaz de Caminha, com informações gerais sobre a região explorada e o potencial econômico local. No mesmo dia Cabral partiu para a Índia à frente de 12 embarcações, chegando a seu destino em 13 de setembro de 1500 com 6 navios, após naufrágios e extravios de alguns navios devido a tempestades.

Óleo sobre tela "A primeira missa no Brasil" - Victor Meirelles de Lima (1922)
Acervo do Museu Nacional de Belas Artes
Imagem: historiabrasileira.com
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O Tratado de Tordesilhas

Expedições marítimas secretas, espionagem e negociações diplomáticas culminaram no Tratado de Tordesilhas, onde Portugal e Espanha defendiam seus interesses usando pressões políticas, econômicas e militares para garantir o máximo lucro possível.

O Tratado de Tordesilhas foi um acordo diplomático realizado em 7 de junho de 1494 entre o Reino de Portugal e o recém-formado reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambos os reinos fora da Europa.
Este tratado surgiu como consequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa Espanhola resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegou à América, reclamando as novas terras para Isabel, rainha do reino espanhol de Castela.
O Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos dois reinos, cabendo a Portugal as terras "descobertas e por descobrir" situadas a leste (direita) de uma linha imaginária que passaria a 370 léguas marítimas (aproximadamente 2055 Km) a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem a oeste (esquerda) dessa linha.
Em 22 de abril de 1529, o outro lado do planeta também seria dividido por outra linha imaginária que delimitava as zonas de influência portuguesa e espanhola na Ásia através do Tratado de Saragoça, que definia a continuação do Meridiano de Tordesilhas no hemisfério oposto, a 297,5 léguas náuticas (aproximadamente 1651 Km) a leste das ilhas Molucas.

Os ingleses, franceses e holandeses contestaram e ignoraram esta divisão do mundo e através de ações comerciais, diplomáticas e militares garantiram seus interesses na América, Ásia e África.

Os meridianos de Tordesilhas
Imagem: www2.crb.ucp.pt
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Perspectivas e reflexões: descobrimento do Brasil ou chegada ao Brasil?

Há um crescente número de historiadores que preferem o termo "chegada ao Brasil" ao invés de "descobrimento do Brasil" por considerar que o termo "descobrimento" é válido somente numa perspectiva ocidental e europeia. Há estimativas que habitavam no atual território brasileiro de 2 a 5 milhões de pessoas em 1500, quando Pedro Álvares Cabral e sua expedição oficializaram na Europa a "descoberta" desta terra. A população de Portugal nesta época era de pouco mais de um milhão de habitantes.
Se há indícios e provas de que outros europeus e asiáticos estiveram na América antes de 1492, considera-se oficialmente como descobrimento e colonização o período após o qual se estabeleceu um contato permanente, comercial e militar, entre a Europa e a América.
Os habitantes da América foram chamados genericamente de "índios" pela primeira vez pelo navegador italiano Cristóvão Colombo em 1492, quando imaginou inicialmente ter chegado à Índia ou suas proximidades, pois este era o objetivo de sua viagem.
Mesmo quando os europeus perceberam que não estavam na Ásia, mas num continente desconhecido, continuaram chamando os povos nativos de índios por ser mais fácil e devido ao desinteresse em conhecer ou respeitar as particularidades das culturas locais, já desenvolvendo então estratégias e políticas de conquista e conversão das populações nativas para os interesses europeus.

É digno de reflexão perceber e entender os motivos pelos quais até nos tempos atuais nós, brasileiros, continuamos a definir genericamente como "índios" as tribos e povos nativos que vivem no Brasil. A tribo Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul tem língua, religião e costumes diferentes da Waimiri Atroari, no Amazonas, que por sua vez não tem semelhanças ou contato significativos com a tribo Tucuju, no Amapá. Definir populações diferentes e distantes como estas em um único termo genérico e superficial é indício de que no século XXI os “brasileiros civilizados” têm uma visão colonialista (desinteressada ou preconceituosa) sobre populações que considera diferentes e não dignas de maior atenção ou respeito.

Outra reflexão interessante é sobre os motivos pelos quais usualmente define-se como "americanos" apenas os nascidos nos Estados Unidos da América e não todas as pessoas nascidas no continente da América. A divisão da América em três (América do Norte, América Central e América do Sul) é consequência de uma separação mais econômica do que geográfica. O termo “América Latina” define os territórios de colonizadores de língua com origem latina (espanhóis e portugueses), diferenciando dos colonizadores de origem anglo-saxônica (ingleses). No entanto, a América do Norte inclui o Canadá, cuja colonização foi inicialmente francesa (de língua latina) que ainda hoje possui grande influência na identidade nacional. A diferenciação entre América do Norte e Latina, que a princípio seria cultural, consolidou-se como econômica e política. Quais os motivos para a manutenção desta divisão? Não são usuais os termos “Europa do Norte” e “Europa Latina”, que poderiam ser usados seguindo a lógica para a classificação da América.


Imagem: blogdoeduardobomfim.blogspot.com

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Curiosidades, verdades e mentiras sobre o descobrimento do Brasil

O navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón participou como capitão da caravela La Niña na frota comandada por Cristóvão Colombo que descobriu a América para os europeus em 1492. Em 1498 a Coroa Espanhola decide incentivar que particulares realizassem viagens de descobrimento. Pinzón partiu em 19 de novembro de 1499 do porto de Palos de La Frontera, no sul da Espanha, com La Niña e outras três pequenas caravelas, com seus próprios recursos recebidos como recompensa pela descoberta de 1492. Em 26 de janeiro de 1500 (três meses antes de Cabral) teria alcançado a costa brasileira, avistando um cabo que denominou como Santa Maria de la Consolación, tendo desembarcado na que é identificada atualmente como Praia do Paraíso, no cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Outra hipótese é que o local de desembarque tenha sido na atual Ponta do Mucuripe (Ceará), 10 quilômetros ao sul de onde atualmente situa-se Fortaleza. 
O navegador prosseguiu em sua viagem margeando a costa em direção ao norte e, em fevereiro, alcançou a foz do rio Amazonas, que batizou como Mar Dulce. Rumando mais ao norte, chegou à atual Ilha Trindad, Porto Rico e Bahamas. Nesta última região, duas das quatro caravelas ficaram presas em um banco de areia e Pizón retorna à Espanha em setembro do mesmo ano.
Deste modo, Pizón teria sido o primeiro a conhecer as três Américas (norte, sul e central), mas a viagem de Pinzón ao Brasil não consta na maior parte das obras oficiais da História do Brasil, pois pelos termos do Tratado de Tordesilhas (1494) as terras descobertas pertenciam a Portugal.

Alguns historiadores defendem que o primeiro português a chegar ao Brasil foi o navegador Duarte Pacheco Pereira, muito hábil em astronomia, navegação e geografia e homem de confiança do rei de Portugal, D. Manoel I. Duarte Pacheco teria chegado ao Brasil um ano e meio antes de Cabral, entre novembro e dezembro de 1498. O primeiro português a confirmar que existiam terras do outro lado do Oceano Atlântico teria desembarcado num ponto localizado nas proximidades da fronteira do Maranhão com o Pará. De lá, iniciou uma viagem para o norte pela costa, indo à ilha do Marajó e à foz do rio Amazonas. Quando regressou a Portugal, o rei determinou que a expedição deveria ser tratada como segredo de Estado, pois parte das terras descobertas encontravam-se em área espanhola, de acordo com a divisão estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas.

O Brasil teve diferentes nomes logo após seu descobrimento:
• Pindorama (até 1500) em tupi-guarani significa "Terra das Palmeiras" e era essa a forma como era chamada a terra pelos nativos na região de desembarque dos portugueses.
• Ilha de Vera Cruz (1500 a 1501) acreditando-se que as terras descobertas eram uma grande ilha.
• Terra de Santa Cruz (1501 a 1503) quando foi constatado que as terras descobertas eram um continente.
• Brasil (a partir de 1503) devido a grande quantidade de árvores de pau-brasil existentes na região do litoral.

Se quiser saber mais sobre novas possibilidades para a chegada ao Brasil, acesse os links abaixo:

Wikipédia
Controvérsias sobre o descobrimento do Brasil

Wikipédia
Vicente Yáñez Pizón

Recanto das Letras
Afinal, quem descobriu o Brasil, Pizón ou Cabral?
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2611808 

GeoMundo
O Brasil foi descoberto dois anos antes de 1500
http://www.geomundo.com.br/sala-de-aula-10148.htm
 
Wikipédia
Duarte Pacheco Pereira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_Pacheco_Pereira 

Imagem: brasilescola.com

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Parar mais informações sobre o assunto, acesse os links abaixo:

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Humor:

Imagem: donadequinha.blogspot.com