sábado, 5 de dezembro de 2015

Lama e drama

O rompimento da Barragem de Fundão

Lama e drama no maior acidente ambiental no Brasil
Imagem: https://www.facebook.com/LugaresdeMinas  
  
Há exatamente um mês atrás acontecia o rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, no município de Mariana (MG), causando uma devastadora enxurrada de lama de rejeitos de mineração que arrasou o subdistrito de Bento Rodrigues, causou muita destruição no subdistrito de Paracatu de Baixo e poluiu pesadamente o Rio Doce.

Até o momento foram oficialmente registradas 13 mortes e 10 desaparecimentos – entre funcionários da mineradora e moradores da região – diretamente relacionados ao rompimento da barragem, mas é difícil calcular a quantidade de mortes de animais nos rebanhos suíno e bovino, galinhas, cavalos, animais domésticos (cães, gatos, aves, etc.), peixes e outros animais aquáticos no trajeto da lama. Difícil também precisar os prejuízos ambientais ao longo dos vales nos rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce, por onde passou a lama nas cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. Centenas (ou milhares) de árvores foram arrancadas, nascentes e pequenos cursos d’água foram entupidos ou drasticamente reduzidos pela lama, o que causará mudanças no ecossistema devido à ausência ou mudança nos cursos d’água.
Esse cenário configurou este como o maior desastre ambiental na história do Brasil!

A impressa e ativistas têm divulgado diversas informações, muitas vezes conflitantes ou sem confirmação confiável. Sabendo que alguns números e fatos são questionáveis, do que eu vi, me fica o seguinte entendimento da dinâmica desta calamidade:

• A mineradora Samarco é controlada por outras duas mineradoras: a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billinton Brasil Ltda., que repartem igualmente os custos e lucros da extração.

Por volta de 16 horas de 05 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão se rompeu e em aproximadamente 40 minutos a enxurrada de lama percorreu 5 Km chegando ao subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Apesar de ser uma quinta-feira e horário de expediente – com o grosso dos funcionários em atividade – os moradores de Bento Rodrigues não foram avisados por nenhum tipo de sistema de alerta da empresa Samarco. O número de mortes não foi maior porque alguns funcionários que trabalham na mineradora, sendo parentes ou amigos dos moradores da região, por iniciativa própria usaram seus telefones para avisar aos habitantes conhecidos, solicitando que os mesmo fossem imediatamente para locais altos e avisassem seus vizinhos e quem encontrasse pelo caminho.

A enxurrada de lama chegou a Bento Rodrigues com uma massa entre 10 e 15 metros de altura e, após sua passagem, deixou uma camada de aproximadamente 4 metros de lama no local. Em Paracatu de Baixo, a 65 quilômetros de distância da Barragem de Fundão, a marca de lama na igreja do local mostra 3 metros de altura.

• A Barragem de Fundão começou a operar em 2008 e na ocasião de seu rompimento tinha armazenados 55 milhões de m3 de rejeitos de minério de ferro (uma mistura de lama, areia, água e, em menor escala, resíduos químicos). Há informações desencontradas sobre a regularidade da situação da barragem. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente de Minas Gerais, a mineradora foi fiscalizada em 2013 e nenhum problema foi encontrado na barragem na ocasião. De acordo com o Promotor do Meio Ambiente Carlos Eduardo Ferreira Pinto, as licenças de operação estavam vencidas há quase 2 anos e meio e o pedido de revalidação, feito pela Samarco no prazo, foi prejudicado por uma greve no Sistema Estadual de Meio Ambiente. Outras fontes da impressa noticiaram que a mineradora tinha licença operacional regularizada.

• Quatro tremores de terra de baixa magnitude aconteceram na região duas horas antes do rompimento da barragem, dois destes relativamente próximos à Barragem de Fundão, mas há consenso entre especialistas que estes foram numa intensidade pequena para, por si só, causar o colapso da estrutura. Estes tremores podem ser causas concorrentes se for comprovada falhas na construção ou manutenção do dique, sendo estes fatores determinantes. Ainda não há, até o momento, uma explicação para o rompimento da barragem.

Os números são conflitantes mas, pelo que li, os locais mais atingidos pela enxurrada de lama foram:
- Bento Rodrigues (subdistrito do distrito de Camargos, em Mariana) onde foram destruídas 158 das 180 edificações existentes, restando apenas as 22 construções situadas em terreno mais elevado.
- Paracatu de Baixo (subdistrito do distrito de Monsenhor Horta, em Mariana) foi o segundo lugar mais atingido, com aproximadamente 80 casas destruídas no local.
- Ponte do Gama (subdistrito do município de Ponte Nova) não teve casas destruídas, mas sua área urbana e entorno foi intensamente danificada.

A lama, em seu caminho, causou destruição e alagamento nos subdistritos de Bentos Rodrigues e Paracatu de Baixo (ambos no município de Mariana). Seguindo o leito do rio Gualaxo do Norte e se espalhando por seus afluentes até o ribeirão do Carmo, a lama inundou partes dos distritos de Camargos e Águas Claras (no município de Mariana), o subdistrito de Ponte do Gama (no município de Ponte Nova) e Pedras Claras (subdistrito do distrito de Furquim, no município de Mariana). O rio Gualaxo do Norte e o ribeirão do Carmo se juntam na região da cidade de Barra Longa, que foi inundada com o aumento do nível das águas. Levada pelo Rio Doce, a lama afetou o abastecimento de água e vida aquática nas cidades mineiras de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Ipatinga, Belo Oriente, Naque, Governador Valadares, Tumiritinga, Conselheiro Pena, Resplendor e Aimorés. Chegando ao Espírito Santo, afetou as cidades de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e seu distrito Regência, desembocando no mar depois de afetar 21 centros urbanos ao longo de 650 Km.

Veja detalhes em:

G1
Barragem se rompe e enxurrada de lama destrói distrito de Mariana

G1
Rompimento de barragem em Mariana: Perguntas e respostas

Gazeta do Povo
Quatro tremores de terra foram registrados antes do rompimento da barragem em MG

Portal Uai
Infográfico Tragédia em Mariana mostra o caminho da lama

Folha de São Paulo
O caminho da lama

Tribuna On Line
Lama e árvores do acidente da Samarco no Rio Doce

Uol Notícias
Para Defesa Civil de Minas, Bento Rodrigues deve acabar

G1
Slideshow com imagens das ações iniciais em Mariana e região
(Clique à direita e esquerda da imagem para novas fotos)

Hoje em Dia
Slideshow com imagens da destruição no subdistrito de Paracatu de Baixo
(Clique à direita e esquerda da imagem para novas fotos)

Época
Vídeos mostram o caminho da destruição em Mariana
O repórter Hudson Corrêa faz rápidos vídeos mostrando o rastro de destruição deixado pela lama no leito do rio Gualaxo do Norte ao longo dos distritos e povoados da região de Mariana, permitindo uma percepção aproximada dos danos e prejuízos em Camargos, Paracatu de Baixo e Bento Rodrigues.

Eu passei por Bento Rodrigues em agosto de 2015 durante uma viagem pelo Caminho dos Diamantes da Estrada Real. Era um local sem grandes atrativos turísticos, mas que inspirava qualidade de vida dentro de uma rotina tranquila numa região bonita.
Há muitos detalhes e implicações que não imaginamos que acontecem quando ocorrem calamidades. Somente quem vive uma experiência como essa é que pode definir o tempo e esforço necessários para superar inúmeras dificuldades que surgem nas adaptações que se seguem a uma mudança forçada no estilo e lugar de vida.
Do que eu vi quando passei pelo lugar e depois nas reportagens, fiquei refletindo sobre o seguinte:

• As cidades históricas de Mariana e Santa Bárbara fazem parte do Caminho dos Diamantes da Estrada Real. Sua ligação pode ser feita exclusivamente através dos 64 Km asfaltados da rodovia MG-129 ou através de um misto de tráfego nesta rodovia e uso de um trecho original da Estrada Real, com aproximadamente 34 km de estrada de terra e 6 Km de asfalto antes de retornar à MG-129. É neste trecho original da Estrada Real que estão situados Camargos, Bento Rodrigues e Santa Rita do Durão (todos pertencentes ao município de Mariana). Com a recente destruição de trechos da estrada e pontes na região, até que seja restabelecida a possibilidade de trânsito, restaurantes, pousadas, bares e lojas de artesanatos de Camargos e Santa Rita do Durão terão uma grande diminuição de faturamento com a ausência de turistas, que obrigatoriamente usarão a MG-129. 

• A região rural por onde passei neste trecho com as três localidades tem várias pequenas propriedade rurais, com suas lavouras e criações de animais (porcos, vacas e galinhas). Estas propriedades têm a maior parte de suas terras nos vales por onde passa o rio Gualaxo do Norte que, ao transbordar, foi cobrindo as plantações e arrastando os animais.
Vi fotos de cavalos e cães sendo retirados de uma lama espessa e densa, de onde não conseguiam sair. Se estes ágeis animais, por falta de energia ou orientação, não conseguiram escapar da enxurrada de lama, o que dizer das criações de porcos e gado bovino, que são animais que não conseguem correr em grande velocidade ou por muito tempo. Fico imaginando quantas dezenas destes animais morreram soterrados e arrastados, sendo depois levados pelo rio Doce e provavelmente nem serão contabilizados, pois muitos estão ainda cobertos por uma extensa e alta camada de lama ou foram recolhidos ao longo dos rios sem a preocupação ou possibilidade de registrar a quantidade ou tipo.

• Lendo alguns artigos de engenheiros e técnicos agrícolas fiquei impressionado ao saber que a lama desta enxurrada, ao secar, tenderá a se tornar uma camada extremamente nociva ao solo. Pelo fato da lama estar misturada a minério de ferro, endurecerá como uma espécie de “cimento” mais fraco, no entanto forte e compacta o suficiente para impedir a passagem de oxigênio para qualquer vegetal ou animal sob o solo. Sementes, minhocas, formigas e outros pequenos animais essenciais para arar e oxigenar o subsolo estariam, assim, condenados à morte nos locais onde esta lama não seja rapidamente raspada (e estamos falando de centenas de quilômetros). 
Aliado à falta de oxigênio, há nesta lama a presença de produtos químicos como o mercúrio, alumínio e manganês. Mesmo em pequenas quantidades, com o prolongado contato destes com a terra, podem em médio prazo torná-la inviável ou desaconselhável para pastagem ou plantio de certos vegetais. Isso pode transformar grandes extensões de terras férteis em solo inútil ou limitado para gerar comida. Esta contaminação química tende a se espalhar pelos recursos hídricos próximos porque, na medida em que ocorrem chuvas, a água infiltra pelo solo levando resíduos químicos pelo subsolo às margens dos rios, córregos e lagos próximos, além de poder atingir lençóis submersos de água, inviabilizando poços usados para abastecer pessoas e animais.
A solução para impedir este enorme prejuízo novamente é raspar o máximo possível da lama contaminada e revolver a terra colocando nela fertilizantes e produtos químicos corretivos. Os especialistas afirmam que dificilmente haverá tempo, recursos financeiros e humanos para tratar adequadamente grandes extensões de terra atingidas e deve-se priorizar as terras próximas às nascentes e cursos de água.
Testes recentes afirmam que é baixa a quantidade de produtos químicos na lama, mas alguns especialistas afirmam que estas medições foram feitas dias depois do rompimento da barragem e as amostras foram coletadas em rios, onde estariam diluídas pela água e pelo tempo da passagem da massa principal de rejeitos de mineração. Teste feito na lama que se depositou na terra das localidades urbanas e fazendas pelo caminho entre a barragem e a entrada no rio Gualaxo do Norte mostram preocupantes concentrações de resíduos químicos.    

• Pelos motivos acima expostos, estima-se que deverá ser prolongada a baixa quantidade de peixes nos rios, lagos e alagadiços e atingidos, a menos que se faça uma intervenção rápida e intensa para retirar a lama no subsolo das margens, além de levar centenas de peixes novos para pontos chaves de modo que estes restabeleçam nestes locais a dinâmica de crescimento e procriação. 

• Assoreamento é o acúmulo de sedimentos pelo depósito de terra, areia, argila, detritos etc., no fundo ou laterais de um rio, córrego ou lago, levando à diminuição de sua profundidade ou largura a ponto de torná-lo inútil ou inexistente. Esta é outra preocupação que exige ação imediata, com a dragagem de leitos e raspagem de margens, intensamente afetados pela grande quantidade de lama depositada.
As margens dos cursos d’água tiveram centenas (provavelmente milhares) de árvores e arbustos arrancados pela força da enxurrada. A terra das margens, sem raízes que a firmem, tendem a ficar fracas e vão se “esfarelando” com a ação da força da água, o que causa assoreamento e diminui as condições para existência de peixes de médio e grande porte. Além disso, cursos d’água largos e rasos aumentam o nível de evaporação, com maior probabilidade de sua inutilização para atividades de produção ou até mesmo sua extinção. Para evitar o assoreamento é necessário replantar nas margens dos cursos d’água atingidos as árvores e arbustos que ali existiam.

Estes são os fatos e possibilidades que mais chamaram minha atenção até o momento. Logicamente existem outros aspectos e ações necessárias, mas estes já dão uma noção da dimensão do desafio gerado pela calamidade, da corrida contra o tempo em que se está para minimizar os prejuízos, do tamanho e dificuldade de levantamento de informações e planejamento das prioridades e intensidade dos trabalhos possíveis.

Veja detalhes em:

Jornalistas livres
Minas de tristeza

R7
Lama contaminada tem concentração de metais até 1.300.00% acima do normal

A Gazeta
Material da barragem contamina rios, mata aves, peixes e plantas
http://www.gazetaonline.com.br/2015/11/lama-de-barragem-tem-metais 

Como amante da História, estou agora com uma preocupação: sendo Minas Gerais repleta de mineradoras e locais tombados como patrimônio histórico, esta calamidade mostrou que não há planos de acionamento da população e de ação, por parte das empresas e dos governos municipais e estadual, no caso de rompimento de outras barragens nas diferentes regiões do estado com maior número de municípios no Brasil. Fico imaginando quantos locais correm riscos de destruição ou inundação e suas populações não tem noção...
Para diminuir seus custos e responsabilidades, os governos (municipal, estadual e federal) convenientemente criaram ou aceitam uma legislação negligente e ineficiente onde, ao invés das autoridades manterem engenheiros e técnicos para periodicamente visitar e avaliar barragens e outras estruturas potencialmente perigosas, são as empresas que mantém ou contratam pessoal para realizar esta tarefa e depois enviam ao governo laudos afirmando sua segurança. Eu não imaginava que as autoridades se eximiam de sua responsabilidade de fiscalização de forma tão óbvia e injustificável.

A cidade de Barra Longa fica a 60 Km de Mariana e teve seu centro inundado com a subida do nível das águas. Bento Rodrigues fica a aproximadamente 15 Km de distância de Mariana. Já pensou no prejuízo patrimonial e turístico se a enxurrada de lama tivesse devastado a parte baixa de Mariana? Se reconstruir casas de um distrito é caro e demorado, o que dirá reformar igrejas e dezenas de sobrados seculares seguindo critérios técnicos de material e modo de construção. E a documentação, peças artísticas e mobiliário dos museus, antigas instituições e residências particulares sendo danificados ou destruídos pela lama? Há como reparar à altura um prejuízo desta dimensão?

Que triste destruição de vidas, natureza, história e paz... Por outro lado, que satisfação em ver a solidariedade de muitos voluntários doando recursos materiais, tempo e esforço na ajuda a pessoas e animais atingidos. Tanta generosidade lotou os locais de armazenamento de donativos, a ponto das autoridades em Mariana solicitarem que cessem as doações. Como é bom ver a atuação empenhada e eficiente de militares, civis, autoridades e do pessoal da Samarco para, dentro do possível, diminuir prejuízos e sofrimentos dos atingidos.

A Samarco, que se mostrava cooperativa nos trabalhos e custos iniciais da reparação da calamidade, tornou-se mais defensiva na medida em que processos judiciais solicitando embargos de bens e pedidos de indenizações cada vez mais altas foram levando a um radicalismo sem bom senso que pode causar até mesmo a falência da empresa.
Não adianta acusar mineradoras e querer cobrar absurdos delas, como se elas fossem apenas gananciosas parasitas, que tudo tiram e nada oferecem. Elas causam muito estrago ambiental, mas também geram riqueza com empregos e impostos recolhidos às prefeituras locais, além de patrocinar projetos sociais regionais. A população de Mariana, preocupada com o “linchamento” incitado à Samarco por alguns veículos da imprensa e disseminadas opiniões pessoais, manifestou-se publicamente com os dizeres de que desejam “justiça sim, desemprego não”, pois sabem que o fechamento da empresa causará empobrecimento no município.
Complicada relação entre as mineradoras, a natureza e a população. É necessária uma política de melhor distribuição às comunidades locais no percentual dos lucros obtidos com a extração mineral através de impostos e projetos que melhorem a saúde e educação. Programas de reflorestamento das áreas mineradas e já consideradas inservíveis, bem como reciclagem e utilização dos resíduos possíveis também diminuem o negativo impacto ambiental das áreas de mineração. Com um pouco mais de consciência e boa vontade, e um pouco menos de ganância por grandes lucros imediatos, a atual equação entre exploração e degradação pode ter um resultado melhor.

Estes vídeos mostram um pouco da já antiga movimentação por melhores compensações sobre as atividades de mineração, além de alguns exemplos de como diminuir os impactos ambientais.  

Mineração e devastação em Minas Gerais
(11:09)
Este documentário mostra a longa relação de riqueza e destruição das mineradoras com as populações e natureza em diferentes regiões de Minas Gerais, deixando clara a deficiência na distribuição dos lucros e nas ações de minimização dos impactos ambientais e humanos.

Lama de rejeitos da mineração transformados em blocos de construção
(2:24)
Pesquisador da Universidade Federal de Ouro Preto (MG) encontrou uma forma de transformar a lama da mineração em material de construção. Com boa vontade e criatividade o ser humano consegue alguns feitos impressionantes. Falta o patrocínio para transformar pequenas experiências em grandes realizações.

Reflorestamento em mina de carvão na Espanha
(2:03)
É possível plantar árvores em terrenos empobrecidos pela saturação de minérios, apesar da dificuldade. Basta pesquisa e as ferramentas adequadas.

Lama abrasiva do setor de rochas vira material para construção civil
(3:37)
Em Cachoeiro de Itapemirim (ES), uma associação ambiental possibilita a purificação e reutilização da água do processo de mineração, aproveitando os resíduos sólidos para produzir tijolos, meio-fio e pisos. 

Torço para que esta calamidade sirva como ponto de partida para leis e fiscalizações mais eficientes e compromissadas. Para que as comunidades onde as mineradoras trabalham sejam mais respeitadas e beneficiadas com as riquezas que dali retiram. Diferentemente do extrativismo animal e vegetal, onde é possível repor o que se extrai, minério não dá uma segunda safra. Uma vez esgotados os recursos, restam apenas imensas crateras cercadas de desmatamento e um vácuo de riqueza. É esse o retorno que o Brasil terá pela exploração de suas terras pelas mineradoras?

Vídeos:

Tragédia em Mariana já é considerada o maior desastre ambiental de Minas Gerais
Reportagem exibida pelo Fantástico em 08 de novembro de 2012

Fotos revelam rachaduras em outra barragem em Mariana
Reportagem exibida pelo Fantástico em 15 de novembro de 2012

Fantástico entra na barragem que se rompeu em Mariana
Reportagem exibida pelo Fantástico em 22 de novembro de 2012

Fotógrafo percorre dez cidades acompanhando a lama no Rio Doce 
http://g1.globo.com/fantastico/2015/11/fotografo-acompanha-lama-no-rio-doce 
(4:18)
Reportagem exibida pelo Fantástico em 29 de novembro de 2012

Portal Uai
Imagens aéreas mostram no Rio Doce árvores arrancadas pela lama
(2:18)

Jornal Hoje
Distribuição de água no Espírito Santo e em Minas Gerais gera confusão
(5:45)

G1
Casas, escola e igreja de Bento Rodrigues antes e depois da lama
(3:51)

G1
Lama de barragem da Samarco chega ao mar no Espírito Santo
(4:06)

Jornal Hoje
Lama da Samarco se alastra pelo litoral do Espírito Santo
(2:44)

Jornal da Band
Cerca de oito toneladas de peixes mortos foram recolhidas no Rio Doce
(3:19)

Jornal Hoje
Dinheiro e trabalho para recuperação das áreas atingidas
(3:51)

Jornal Nacional
Vale jogou mais rejeitos em MG do que declarou, revela documento
(1:32)

Jornal Nacional
O Jornal Nacional mostra o drama dos desabrigados de Bento Rodrigues um mês depois da tragédia
(4:59)

Lama da Barragem de Fundão chegando ao distrito de Camargos
(1:56)
Vídeo feito com celular por um morador da região mostra como a lama vai arrasando o que encontra pelo caminho.

( Clique nas imagens para ampliá-las )


 Construções em Bento Rodrigues destruídas pela lama


O subdistrito de Bento Rodrigues devastado pela lama
Imagem: http://g1.globo.com/2015/11/distrito-de-mariana-e-inundado.#F1833906 


Destruição no subdistrito de Paracatu de Baixo 
Marca na igreja mostra a altura em que chegou a lama )
Imagem: http://g1.globo.com/fotos/2015/11/distrito-de-mariana-e-inundado.html#F1835574 


Paracatu de Baixo inundado pela lama da Barragem de Fundão
Imagem: http://www.em.com.br/2015/11/06/dilma-solidariza-com-vitimas-de-bento-rodrigues  


Bombeiros no desgastante trabalho em meio à lama
Imagem: http://g1.globo.com/fotos/2015/11/distrito-de-mariana-inundado.html#F1835970 


Árvores arrancadas pela lama se depositam em trecho do Rio Doce
Imagem: http://www.tribunaonline.com.br/rio-doce-e-tomado-por-lama-das-barragens-da-samarco 

 
Peixes mortos no Rio Doce por falta de oxigênio devido à densidade da lama
Imagem: https://www.facebook.com/LugaresdeMinas


Lama da Barragem de Fundão no litoral do Espírito Santo
Imagem: http://g1.globo.com/jornal-hoje/2015/11/lama-da-samarco-se-alastra-pelo-litoral-do-espirito-santo 


Minas Gerais em luto e em luta
Foto: Sylvio Bazote

2 comentários:

  1. Uma vasta pesquisa, Sylvio! Você sem dúvida nasceu para historiador!
    Tanta lama, meu amigo! E não só no sentido denotativo! Estou cansada dessa sujeira que grassa pelo país que faz toda essa quantidade de lama real parecer apenas a ponta do iceberg!
    Tão triste! Quanta lágrima/luta será necessária para lavar esse rio/mar?
    ...
    Estou te devendo visitas, comentários, emails... Breve chego lá... voltando aos poucos...
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A lama em Minas Gerais e Brasília são diferentes, mas ambas são prejudiciais ao Brasil, causando desnecessários prejuízos e sofrimentos às pessoas.
      Vamos dando nossas braçadas vida afora, com perseverança e esperança...
      Um abraço, Jussara.

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