domingo, 7 de agosto de 2016

Olimpíadas


Anéis Olímpicos e os continentes que representam

Jogos Olímpicos na Antiguidade

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. na cidade de Olímpia, na Grécia, e duraram por mais de mil anos. Os jogos eram realizados com intervalo de 4 anos, acontecendo sempre no santuário de Zeus, em Olímpia, com esportes onde, inicialmente, só podiam participar homens gregos livres, representando diferentes cidades-Estado da Grécia.
Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 40 mil espectadores.
Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial dos Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.
A cidade de Olímpia era dedicada ao deus Zeus, sendo a área do templo dedicado ao deus considerada sagrada e exclusiva para homens. Por este motivo, mulheres não podiam participar e assistir aos Jogos.
A corrida foi o único esporte praticado nas 13 primeiras Olimpíadas. A distância era a do início ao fim do estádio de Olímpia, que correspondia a 185 metros. Nas primeiras edições das Olimpíadas os atletas competiam nus, inicialmente como parte de ritual religioso e, posteriormente, como modo de impedir qualquer tipo de desonestidade ou interferência da roupa nos resultados.
Com o passar do tempo foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas. 
O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros e isenção de impostos.
Com o domínio romano sobre os gregos, os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero (54 a 68 d.C.), no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 394 d.C. os Jogos Olímpicos foram abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio, por serem considerados uma manifestação de rituais pagãos.

Os esportes da Antiguidade

Corridas pedestres
As corridas pedestres incluíam quatro tipos de corridas: "stadia" ou estádio (185 metros), "diaulos" ou duplo estádio (365 metros), "dolichos" (2 km) e "hoplitódromo" ou corrida com armas (740 metros com os atletas correndo usando capacete e o escudo dos hoplitas). Para evitar fraude, os capacetes e escudos usados pelos atletas eram guardados no Templo de Zeus, de modo a evitar que alguém corresse com equipamento mais leve.
O estádio era a prova mais antiga e de maior prestígio, já que o seu vencedor daria o seu nome aos jogos.

Corridas equestres
Incluíam as corridas de bigas e de cavalo de sela. Nas primeiras poderiam ser puxadas por dois cavalos (bigas) ou quatro cavalos (quadrigas). As quadrigas teriam sido introduzidas nos Jogos Olímpicos pela primeira vez em 680 a.C. e as corridas de cavalo de sela em 648 a.C. A corrida de carros de guerra consistia em doze voltas no hipódromo (tendo cada volta aproximadamente 823 metros) e a corrida de cavalo era de uma volta do hipódromo.
Não eram os que venciam as corridas que recebiam as coroas, mas os donos dos cavalos, dado que estes implicavam custos que só os ricos poderiam suportar. Assim, algumas mulheres com posses e políticos tornaram-se vencedores destas corridas, sem nunca terem participado nelas.
As corridas equestres eram realizada fora da área sagrada da cidade, por este motivo os atletas competiam vestidos e era permitida a presença de mulheres como espectadoras.

Luta, pugilato e pancrácio
Na luta grega era necessário provocar três vezes a queda do adversário para se consagrar vencedor. Considerava-se que tinha ocorrido uma queda quando as costas, ombros ou peito do adversário tocavam o chão. Antes de iniciarem a luta os concorrentes untavam o corpo com azeite e jogavam um pouco de terra para evitar que a pele se tornasse excessivamente escorregadia. A prova não possuía um tempo limite. Era permitido quebrar os dedos do adversário, mas não era permitido realizar ataques na região genital ou morder.
No pugilato (boxe) poderia atacar usando somente os punhos e os concorrentes envolviam a mão com tiras de couro. Não existiam assaltos, com paradas de tempo, nem categorias baseadas no peso dos atletas. O jogo terminava quando um dos atletas ficava inconsciente ou indicava desistência com um gesto de mã para o juiz.
O pancrácio era uma combinação da luta e do pugilato, sendo o seu resultado uma prova extremamente violenta, cujos concorrentes poderiam mesmo vir a morrer. Tudo era permitido, com exceção de enfiar dedos nos olhos, atacar a região genital, arranhar ou morder. A vitória ocorria quando um dos atletas era nocauteado ou já não conseguia continuar a lutar, levantando um dedo para que o juiz percebesse.
Para cada um destes desportos, existiam provas reservadas aos homens adultos e aos rapazes.

Pentatlo
O pentatlo dos gregos antigos era diferente do pentatlo moderno, sendo composto pelo lançamento do disco, lançamento do dardo, salto em distância, corrida de estádio (185 m) e luta.
O disco lançado pelos atletas pesava cerca de 9,5 quilos e poderia ser feito de pedra, ferro ou bronze. O vencedor era aquele que conseguia lançar o disco o mais longe possível. O dardo (lança) possuía 1,60m e era feito todo em madeira. No salto em distância, o atleta deveria correr para o salto carregando dois pesos e, durante o salto, jogar fora os pesos. 
Caso um atleta tivesse vencido as três primeiras provas do pentatlo, não se realizavam as duas últimas.

Representação artística da Olímpia antiga (Olympos)
Santuário de Zeus ao centro, local cercado onde aconteciam as competições.
À direita, fora da área sagrada, local onde aconteciam as corridas equestres.

Olimpíadas

Olimpíadas são um evento multiesportivo global, acontecendo a cada quatro anos, com modalidades que englobam atividades de verão e de inverno, em que milhares de atletas participam de competições.
No século XIX, o francês Pierre de Frédy (Barão Coubertin) fundou o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 23 de junho de 1894. O COI se tornou o órgão dirigente do Movimento Olímpico, cuja estrutura e as ações são definidas pela Carta Olímpica.
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados na cidade de Atenas, na Grécia, entre os dias 6 e 15 de abril de 1896 (1502 anos após sua abolição durante o Império Romano) com a participação de 241 atletas masculinos, representantes de 14 países.
A evolução do Movimento Olímpico causou ajustes que incluíram a criação dos Jogos de Inverno para esportes do gelo e da neve, os Jogos Paralímpicos de atletas com deficiência física e os Jogos Olímpicos da Juventude para atletas adolescentes. O COI também teve de adaptar os Jogos para as diferentes variáveis econômicas, políticas e realidades tecnológicas do século XX. Como resultado, os Jogos Olímpicos se afastaram do amadorismo puro, como imaginado por Coubertin, para permitir a participação de atletas profissionais. A crescente importância dos meios de comunicação gerou a questão do patrocínio corporativo e a comercialização dos Jogos.
O Movimento Olímpico é atualmente composto por federações esportivas internacionais, comitês olímpicos nacionais (CONs) e comissões organizadoras de cada especificidade dos Jogos Olímpicos. O COI é responsável por escolher a cidade anfitriã para cada edição. A cidade anfitriã é responsável pela organização e financiamento da celebração dos Jogos, de modo coerente com a Carta Olímpica. O programa olímpico, que consiste nos esportes que serão disputados a cada edição, também é determinado pelo COI. A celebração das Olimpíadas abrange rituais e símbolos, como a tocha olímpica, a bandeira olímpica e as medalhas, bem como as cerimônias de abertura e encerramento. Os classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar de cada evento recebem medalhas olímpicas de ouro, prata e bronze, respectivamente.
Os jogos têm crescido em escala, a ponto de quase todas as nações serem representadas. Tal crescimento tem criado inúmeros desafios, incluindo boicotes, uso de drogas para melhora de desempenho, corrupção de agentes públicos e terrorismo. Os Jogos Olímpicos e sua exposição na mídia proporcionam a atletas a chance de alcançar fama e patrocínios; e para as cidades sedes constituem uma oportunidade para promoção turística e de prestígio. Entretanto, a ideia principal das Olímpíadas continua a ser a de divulgar os conceitos de saúde, integração e disputa saudável, proporcionados pelos esportes.

Símbolo dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Paralimpíadas (ou Paraolimpíadas)

Jogos Paralímpicos ou Paraolímpicos são o maior evento esportivo mundial envolvendo pessoas com deficiência. Incluem atletas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de deficientes mentais.
Realizados pela primeira vez entre os dias 18 de 25 de setembro de 1960 em Roma, na Itália, têm sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para deficientes físicos, em 28 de julho de 1948, como forma de reabilitar militares feridos na Segunda Guerra Mundial, num programa desenvolvido pelo médico alemão judeu Ludwig Guttmann.
O sucesso das primeiras competições proporcionou um rápido crescimento ao movimento paralímpico, que em 1976 já contava com 40 países. Neste mesmo ano foi realizada a primeira edição dos Jogos de Inverno, levando a mais pessoas deficientes a possibilidade de praticar esportes em alto rendimento.
Os Jogos de Barcelona, em 1992, representam um marco para o evento, já que pela primeira vez os comitês organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos trabalharam juntos. O apoio do Comitê Olímpico Internacional após os Jogos de Seul, em 1988 proporcionou a fundação, em 1989, do Comitê Paralímpico Internacional. Desde então os dois órgãos desenvolvem ações conjuntas visando ao desenvolvimento do esporte para deficientes.
Vinte e sete modalidades compõem o programa dos Jogos Paralímpicos, sendo que vinte e cinco já foram disputadas e duas irão estrear na edição de 2016. Além de modalidades adaptadas, como atletismo, natação, basquetebol, tênis de mesa, esqui alpino e curling, há esportes disputados exclusivamente por deficientes, como bocha, goalball e futebol de cinco.
O Brasil estreou nas Paralimpíadas em 1976 e conquistou sua primeira medalha na edição seguinte. Em 2008, pela primeira vez encerrou uma edição entre os dez primeiros no quadro de medalhas, ficando em nono lugar com 47 medalhas. 
Os Jogos Paralímpicos propagam as ideias de superação e integração, proporcionadas pelas atividades esportivas.

Símbolo dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Vídeos:

História das Olimpíadas e Paraolimpíadas
(15:14)

Olimpíadas na Antiguidade
(15:35)

As Olimpíadas na Grécia Antiga
(10:01)

Atletas atuais reconstituem os jogos olímpicos da Grécia Antiga
(26:10)

Momentos marcantes da história dos Jogos Olímpicos
(14:40)

Birrazices em Olimpíadas
(8:50)

Curiosidades sobre as Olimpíadas Rio 2016
(3:06)

Fontes de referência:

Wikipédia
Jogos Olímpicos da Antiguidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_da_Antiguidade 

Wikipédia
Wikipédia
Jogos Olímpicos

Wikipédia
Jogos Paraolímpicos

Loucos por Tecnologia
Valores e Símbolos Olímpicos
https://loucosportecnologias.blogspot.com.br/2016/07/os-jogos-olimpicos-rio-2016-valores-e.html 

Criador dos Jogos Olímpicos Modernos:
Pierre de Frédy (Barão de Coubertin)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_de_Coubertin 

Criador dos Jogos Paralímpicos:
Ludwig Guttmann

sábado, 23 de julho de 2016

Historiadores não esquerdistas

Como é visto pelos outros professores o historiador que não defende a ideologia de esquerda ?

Professores (Ditadores) de História

Sou simpatizante da proposta de uma sociedade mais igualitária e menos exploradora, com maior valorização da vida comunitária e menor ênfase na obtenção de lucros e individualismo. Propostas típicas da política de esquerda. Bela teoria que, na prática, até o momento não se mostrou viável.
Os discursos populistas das nações socialistas serviram como instrumento de propaganda e manipulação para governos que sustentaram o luxo de uma elite enquanto nivelavam na igualdade da pobreza a maior parte da população. Mais do que opiniões minhas, são fatos, comprovados pelas estatísticas e fontes históricas! O populismo gosta tanto dos pobres que os multiplica!
O nacionalismo típico da política de direita – com seu moralismo e truculência – também não ajuda de forma eficiente os pobres e vulneráveis. Muita liberdade já foi sacrificada em nome de conceitos que, após uma análise mais apurada, mostram ser pouco mais do que luta pelo poder, a custa de sofrimentos e prejuízos inúteis. Mais útil e difícil do que morrer pela pátria é viver por ela!
O capitalismo certamente não é o melhor sistema social que se pode imaginar, mas até o momento é o mais eficiente para enriquecer as nações, apesar de não distribuir estas riquezas para suas populações. Gosto da ideia de viver numa pequena comunidade, onde as pessoas se conheçam e produzam o necessário para sua sobrevivência com conforto, sem pressões desnecessárias, mas penso ser pouco provável que este pequeno grupo social resista às influências e exigências de uma grande sociedade baseada na insatisfação e consumismo.
Minha posição política é, antes de tudo, de enjoamento e desencanto. Não me sinto convencido por direita ou esquerda e, na falta de melhor definição, me considero politicamente neutro, com simpatia teórica pelo socialismo e conformação prática com o capitalismo, apesar de sua insaciável e insensível exploração.

O que me atrai na profissão de historiador é a possibilidade de entender os motivos para o que fazemos – como indivíduos e sociedades – e para o que existe atualmente, nos permitindo a possibilidade de executarmos o presente e planejarmos o futuro de forma mais eficiente.
O historiador, portanto, deve procurar a compreensão das diferentes motivações e, de forma o mais imparcial possível, explicar os diferentes fatos e seus desdobramentos, permitindo uma melhor análise para formar conceitos e praticar ações que levem a resultados mais coerentes e produtivos.
Não é isso o que acontece atualmente no Brasil! O historiador se tornou, na maioria das vezes, mais um doutrinador do que um educador! As opiniões e análises apresentadas são destacadas de acordo com suas vontades ou necessidades, de forma conveniente e manipulada, omitindo ou destacando aspectos que sejam favoráveis ao comunismo.
Desde o fim do período militar no Brasil, há uma tendência generalizada entre os professores em valorizar a política de esquerda como uma forma de protesto e compensação pelas arbitrariedades da direita. Tablado de sala de aula se torna palanque eleitoral para ideologias socialistas que, com seu apelo (teórico) de justiça e igualdade, seduz grande parte dos jovens e inexperientes estudantes, que se empolgam pelo impulso dos discursos e intenções, sem levar em consideração a posterior análise dos resultados e motivações.
Os professores que não repetem ou valorizam as ideologias de esquerda são rotulados como simpatizantes ou atuantes de direita, como se fosse impossível uma neutralidade, indiferença ou insatisfação simultânea com o comunismo e a tirania. 
Esta tendência brasileira de acadêmicos de esquerda, somada à recente filosofia do "politicamente correto", levou ao atual moralismo e intolerância com qualquer simpatia a aspectos positivos ou úteis nos movimentos de direita, ou uma tentativa de neutralidade.
Há, em maior ou menor grau, dependendo da instituição de ensino onde se trabalha, uma discriminação explícita ou dissimulada, que pode levar a um isolamento e perda de oportunidades para o historiador que não faz parte da turma dos revolucionários de butique ou filósofos de boteco, com seus discursos marxistas, cheios de palavras liberais e libertadoras, vivendo numa rotina capitalista em que há mais ações concretas para a produção sindical do que social.

Faço parte dos historiadores que, por questionar a esquerda (também questionando a direita), sou taxado de reacionário ou antiquado. Estou fora da atual moda na América do Sul das ditaduras socialistas... Paciência! 
O jornalista e escritor pernambucano Nelson Rodrigues afirmou que "toda unanimidade é burra", pois a falta de diversidade leva à ditadura da intolerância contra as novas possibilidades.
Apesar do conceito de "ditadura" remeter à imagem de militares fardados e armados, o conceito ditatorial descreve um regime governamental onde todos os poderes do Estado estão concentrados em um indivíduo, um grupo de pessoas ou um partido político. A ditadura não admite oposição a seus atos e ideias, possuindo poder e autoridade absolutas, com pouca participação de fato da população na tomada das decisões. Portanto há ditaduras militares e civis, de direita e esquerda. 
A ditadura militar é uma forma de governo onde o poder é controlado por um grupo de militares que, visando seus interesses, ignoram direitos individuais. A ditadura do proletariado – de acordo com o filósofo Karl Marx – é uma etapa de um governo de uma nação rumo ao comunismo, onde o Estado imponha, pela força (de expulsões, prisões ou execuções), o fim da diferença entre as classes sociais, ignorando direitos coletivos. 

Portanto, como cidadão descrente com a esquerda e desencantado com a direita, deixo aqui meu registro e desabafo como historiador sobre o moralismo e preconceito – dissimulado ou não – contra os professores (particularmente dentro da área de Humanas) que não são simpatizantes ou tolerantes com os discursos ou a doutrinação da esquerda política.

Como é visto pelos alunos o professor de História que questiona a ideologia de esquerda ?

O professor que não é de esquerda
(Paulo Briguet)

Quero falar de um herói brasileiro: o professor de História que não é de esquerda. É verdade que todo ofício tem os seus ossos, mas o ofício do professor de História não esquerdista é um ossuário do Khmer Vermelho. Nada se compara às dificuldades deste mártir da educação.
Quando um petista fica sem argumento, costuma encerrar a discussão bradando: “Vá ler um livro de História!” Pois é. Esse professor leu. O problema é que leu não apenas um, mas vários livros. Não se limitou às obras recomendadas pelo MEC e abençoadas pelos discípulos de Paulo Freire; foi muito além. Tanto leu que acabou por descobrir as grandes farsas criadas pela esquerda para reescrever a história segundo a cartilha socialista.
O professor de História que não é de esquerda tem uma característica: ele é muito bom. Só assim, sendo o melhor no que faz e tornando-se indispensável para as escolas sérias, ele consegue sobreviver ao bombardeio maciço dos colegas esquerdistas. O mestre não esquerdista precisa ter um conhecimento vasto, profundo e entusiasmante da matéria que leciona. Se ele é muito bom, sobrevive. Os companheiros dizem: “Ele é direitista, mas...” Ao menor vacilo, no entanto, o tapete lhe será puxado.
E notem bem: o professor de história que não é de esquerda não precisa obrigatoriamente ser de direita, conservador ou coisa que o valha. Basta que ele não comungue das teses da esquerda. Citar os 100 milhões de mortos do comunismo ou dizer, candidamente, que nenhuma experiência socialista deu certo na história, ah, isso já é praticamente um atestado de fascismo. Se ainda por cima disser que Che Guevara fuzilou mais que o pior inquisidor queimou ou lembrar que as pessoas fogem de Cuba e não para Cuba, aí já é um ditador consumado.
Por isso, eu rendo a minha homenagem a esse discreto herói brasileiro que todos os dias arrisca sua reputação e o seu salário nas salas de aula – apenas por amor à verdade. Comparável a ele só existe um: o estudante universitário não esquerdista.

Texto adaptado de:
Gazeta do Povo

Sei como é...
Quando se tem uma opinião diferente da maioria !
O estudante que não é de esquerda
(Paulo Briguet)

Falei sobre a dura vida do professor de História que não é de esquerda. Fiquei muito feliz com a repercussão da crônica, que teve mais de 10 mil compartilhamentos na internet e provocou comentários generosos de vários professores que se identificaram com o texto. Agora quero homenagear outro herói brasileiro: o estudante que não é de esquerda.
Eu sei que muitas vezes você se sente solitário e desanimado, meu jovem. É mais fácil ficar em silêncio do que contestar alguns absurdos que a gente ouve em sala de aula ou vê na mídia. Você quer aprender, não ganhar discussões. Entendo perfeitamente. Mas saiba que este sentimento de solidão é comum entre as pessoas que amam a verdade e o conhecimento. Nos dias de hoje, a verdade e a lógica foram substituídas pelas opiniões politicamente corretas, que de corretas não têm nada.
Caro estudante, saiba que você não está sozinho. Há muitas pessoas que já notaram haver um abismo entre a vida real e o conteúdo ensinado em algumas disciplinas escolares, sobretudo na área de humanas. O conselho que dou a você é estudar profundamente todos os aspectos dos temas abordados nas aulas de História, Geografia e Literatura. E dedique-se com igual entusiasmo às ciências exatas.
Não ocupe o prédio da escola; invada a biblioteca. Tente ser um estudante interessado em todos os assuntos, procurando a verdade com obstinação. Seja o melhor no que faz – e só então passe a contestar as meias-verdades e as falsidades que lhe são impingidas. Você verá que ser chamado de “coxinha” é um preço irrisório a pagar pelo conhecimento da verdade.
Seguindo o caminho do estudo e da reflexão permanentes, você descobrirá que muitos outros alunos e professores constituem uma maioria silenciosa que, assim como você, está interessada em cultivar a inteligência, apurar a sensibilidade e conhecer as realizações da cultura.
Um dia você poderá contestar o professor que apresenta o socialismo e o comunismo como estágios superiores da realização humana, quando na verdade são sistemas que produziram opressão e miséria; poderá questionar aqueles colegas que veem a escola como um centro revolucionário e não como um local de saber; poderá ordenar a alma com os grandes valores e conhecimentos que sobreviveram à prova do tempo e das gerações; compreenderá o valor da economia de mercado; intuirá que a família não é responsável pelos males do mundo.
Fique firme, amigo estudante. A verdade o libertará!

Texto adaptado de:
Gazeta do Povo

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Vídeos:

Professores de esquerda
(2:36)
Sem extremismos ou meias-palavras, Luiz Pondé expõe a realidade das motivações e consequências da docência socialista.

Tipos de professores
(4:32)
Sátira de algumas das possibilidades desta exigente e complicada profissão.

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Jogo On-Line:

De Volta a 1964 (Sua vida em tempos de ditadura)
Desenvolvido para a revista Superinteressante, este aplicativo lhe mostra situações do contexto da época do golpe militar no Brasil e, dependendo das suas escolhas e respostas, te direciona para diferentes desfechos.
É interessante, depois de responder o que você faria, refazer a sequência de fatos com diferentes respostas e ver os finais possíveis. Boa oportunidade para perceber e refletir sobre as escolhas e consequências do que fazemos, cruzando nossa convicção pessoal com o contexto social. 

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Curiosidade:

Origem do conceito político de "esquerda" e "direita"

O uso moderno destes termos deriva da Assembleia dos Estados Gerais, iniciada no dia 5 de maio de 1789, em Versalhes, na França.
Nesta assembleia, representantes do Primeiro Estado (clero) sentaram-se ao centro e de frente para o rei francês Luis XVI, os representantes do Segundo Estado (nobreza) foram posicionados à direita do rei, e o Terceiro Estado (burguesia e classes populares) à esquerda do rei.
A nobreza (sentada à direita) era conservadora, defendendo seus privilégios e contrária a qualquer mudança na forma de funcionamento do Estado. Os burgueses e populares (sentados à esquerda) exigiam a diminuição do poder absoluto do rei, reivindicando mudanças favoráveis ao enriquecimento dos burgueses e dignidade para os pobres.
O não atendimento das reivindicações populares nesta assembleia foi o motivo para as articulações políticas que em pouco tempo levariam à Revolução Francesa. 
O posicionamento dos representantes nesta reunião poderia ter sido o contrário. Na verdade, era o contrário para todos, menos para o rei. Os conceitos de "esquerda" e "direita" permaneceram e são atualmente aplicados a facções e opiniões de ordem política.

Geografia e Tal

sábado, 25 de junho de 2016

Jogo da evolução do movimento

Mova-se
Jogo on-line

Teste seus reflexos e aprenda sobre a evolução do movimento neste jogo.

Imagem: super.abril.com.br

Neste jogo, desenvolvido pela equipe da Abril Educacional para a Super Interessante, você passará por diferentes estágios da evolução das formas de locomoção na humanidade. 
No início de cada fase há uma descrição de como se movimentava na época, caminhando, usando carroças, caravelas, trens e automóveis.
O jogo é rápido e fácil, usando as teclas de direção para desviar de obstáculos enquanto coleta pontos e energia para completar o trajeto.

Não é necessário instalar nenhum programa em seu computador! Para jogar, clique sobre a imagem acima e aguarde o programa carregar. 
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